sexta-feira, 28 de junho de 2013

Isabel Pina Neves



PINTURA
Isabel Pina Neves

O famoso grupo dos almoços das quintas-feiras, tem a promessa que todos serão contemplados com uma pintura minha. A regra é simples: terão que demonstrar vontade na pintura e o tema é à sua escolha.
Depois do Carlos Silva ter escolhido o "Mar de Dili" chegou a vez do Rui Neves, promotor destes brilhantes encontros das quintas, ser o agraciado.
O quadro que escolheu foi a futura mãe dos seus filhos (Rui e Pedro) quando ainda em fase de namoro.
A pintura foi realizada a partir de uma fotografia original, quando a Isabel tinha 21 anos.


Isabel Pina Neves
Pintura a óleo s/ tela 50x40



AGRICULTURA

"CAPAR" TOMATES
Hoje vou falar de tomateiros. Em Março/Abril é feita a plantação. Quando atingem a altura de cerca de 40 cm, é necessário começar a operação de capagem.
Fig.2 - Tomateiro já "capado"
Fig.1 - Tomateiro a precisar de ser "capado"





















O "capar" dos tomateiros é uma operação necessária para que a planta não fique com excesso de folhagem e frutos pequenos. Cada planta deve ficar com uma ou duas hastes centrais e serem cortadas todas as laterais, chamadas "ladrões" que nascem nas axilas das folhas e que só servem para comer os nutrientes que a planta necessita para alimentar os frutos. Eu comecei por deixar uma única haste, mas como o Minho tem dias muito quentes no verão, passei a deixar duas. A vantagem é proteger os frutos com a sombra das folhas. Nesses dias quentes o sol acaba por queimar alguns frutos, com duas hastes estão mais protegidos.
Na figura 1 vê-se um desses "ladrões" que já está cortado na figura 2. Cortei rente há folha mas há quem deixe cerca de 1 cm do ladrão. Cortando rente passadas duas semanas o ladrão volta a nascer. Deixando 1 cm demora o dobro do tempo a nascer.

Fig.3 - Tomateiros cereja (chérry)
Nos tomateiros cereja (chérry) quase não capo, deixo crescer todas as hastes. Alguns ficam com cinco ou seis hastes principais, e só nessas é que corto ao "ladrões". Os tomatinhos ficam mais pequenos, mas como são para misturar inteiros nas saladas, não há problema. São mais pequenos mas produzem às centenas. Este ano só plantei quatro pés e como podem ver na fig.3 é uma fartura.